O conceito de espiritualidade neste nosso mundo pós-moderno é muito difuso e confuso.
Há os que pensam espiritualidade como um tênue sentimento romantizado sem compromisso ou necessidade de mudança e testemunho.. Para muitas pessoas falar de espiritualidade é abraçar um modismo que de certa forma dá ibope. Mas, justiça seja feita, aumenta a compreensão da espiritualidade como um fator relacional fundamental, ou seja, o cultivo da verdadeira espiritualidade não depende da racionalização ou romantismo puramente humano, mas da relação de compromisso com Alguém que a origina, que a implanta em um espírito desgastado pela dor, pela dúvida e pelo temor.
Esse alguém, dentro de uma cosmovisão centrada na revelação, ou seja, conhecemos a Deus
porque Ele se revela, é o Deus-Pai, e essa é a melhor visão de Deus: PAI! com todas as suas implicações relacionais.
Seria ilógico dizermos a uma criança: você é filho… (e pronto!) Ficaria faltando algo, porque o conceito de ser filho, construiu-se dentro do relacionamento com uma figura humana que amou essa criança, que se fez presente em sua vida, supriu-lhe as necessidades, e à medida que crescia desejava aproximar-se mais e mais desse alguém e retribuir-lhe tamanha dedicação.
Espiritualidade é um conceito definido, objetivo; tal como pai e filho. Nós somos filhos, Deus é Pai. Neste sentido, espiritualidade pode ser definida como um estado se satisfação íntima que produz segurança, realização pessoal e dá sentido à vida.